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O modelo de mudança da PNL

“A PNL pode ser definida como um manual do funcionamento do cérebro humano, ou seja, de como as organiza, processa e mantém pensamentos, padrões emocionais, comportamentais e comunicacionais que geram resultados repetitivos na vida. Também é um conjunto de ferramentas com as quais podemos alterar estes registros de modo a conseguir as mudanças que queremos em nossas vidas de maneira fácil e precisa”

Desenvolvida para proporcionar a conquista de objetivos consistentes no menor tempo possível, a PNL ajuda pessoas que buscam seu auxílio e desejam mudanças rápidas e efetivas em aspectos pontuais da vida.

Mesmo em questões emocionalmente complexas como traumas, depressão, fobias, compulsões, vícios e relacionamentos complicados, a PNL mostra-se altamente eficaz. Com técnicas modernas e quebrando antigos paradigmas, a PNL alcança resultados não só em pouquíssimas intervenções, mas também sem sofrimento. Os processos de mudança acontecem de dentro para fora e sem esforço; as intervenções são feitas nas estruturas internas que na maioria das vezes, são inconscientes, como crenças, memórias significativas de referência, ganhos secundários e outros aspectos que sustentam padrões.

Como somos programados

O cérebro capta as informações do ambiente através dos cinco sentidos e constrói registros que ficam armazenados na mente através de imagens, sensações e sons internalizados. Muitas destas informações organizam-se e estruturam significados, enquanto outras são simplesmente descartadas.

Neste processo contínuo e ininterrupto, o cérebro aprende a se programar através de experiências significativas ou por repetição. Um único evento significativo pode gerar uma programação que permanecerá ao longo de toda a vida de um indivíduo.

Por exemplo, uma criança, que ao pisar no rabo de um gato, leva um arranhão e se assusta, pode, a partir de então, ter pavor de gatos ao longo de sua vida inteira. Isto porque internalizou imagens e sons monstruosos associados à sensação de pavor.

Estes registros podem ficar programados e serem disparados de maneira inconsciente toda vez que ela se deparar com um gato. Sua reação será desproporcional à realidade de um adulto diante de um gatinho, pois estará reagindo a registros inconscientes e não a realidade exterior em si.

Os cinco sentidos funcionam como canais de “inputs” da mente; as informações internalizadas através destes “inputs” passam a adquirir significados e consequentemente passam também a estruturar padrões de comportamento repetitivos.

Através deste processo de captação dos cinco sentidos nós vamos construindo, desde o útero materno, uma série de representações internas da realidade, e com isso formando um modelo de mundo, único e particular, um mapa, que metaforicamente, não é o território, por assim dizer, mas tão somente uma representação subjetiva dele.

Nossa compreensão da realidade, nossas possibilidades e dificuldades, estão muito mais neste modelo de mundo que criamos para nós mesmos, do que no mundo em si.

Saiba mais: O que é PNL 

Trilogia da Mente

O “mapa” está organizado neurologicamente, e encontra-se em códigos advindos dos 5 sentidos, associados a significados expressos linguisticamente e associados à estados emocionais ou estados fisiológicos correlacionados.

Neste sentido, a PNL entende que a mente e nossas programações estão estruturadas em um tripé, constituído por linguagem, fisiologia e representação interna, e que ao intervirmos e efetuarmos mudanças em um dos pontos do tripé, os outros pontos mudarão automaticamente, alterando assim toda a experiência.

Por exemplo:

Uma pessoa que não gosta de motocicletas pode ter o seguinte esquema sustentando esta programação:

– Imagens de acidentes, pessoas feridas e sons de batida se passando rapidamente em sua mente (representação interna).

– Sensação física de medo ao pensar em moto, sentir que os músculos se tensionam e o batimento cardíaco se acelera (fisiologia).

– Dizer internamente que andar de moto é extremamente perigoso (linguagem).

Tenhamos em mente que cada ponta do tripé dá sustentação às outras pontas. Portanto, os estados fisiológicos são reflexos da representação interna e dos significados expressos pela linguagem, e assim por diante. Caso esta pessoa busque a PNL para ajudá-la a sentir-se confiante para andar de moto podemos fazer intervenções em qualquer um dos pontos do tripé, pois toda a programação se alterará automaticamente a partir disso.

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Como a PNL produz mudanças rápidas

Partindo-se deste conceito, a PNL desenvolveu um conjunto enorme de técnicas para a intervenção pontual a partir de qualquer um dos pontos deste tripé, estas intervenções podem ocorrer em apenas um dos pontos, em dois ou nos três simultaneamente.

Vejamos algumas maneiras possíveis de realizar intervenções:

  1. Na representação interna

Em PNL identificamos modalidades e submodalidades que compõem a representação interna de um indivíduo. Uma programação tem uma modalidade visual, uma modalidade auditiva e uma modalidade cinestésica que a sustentam.

As submodalidades são as características especificas de cada modalidade. Na modalidade visual, por exemplo, as submodalidades seriam presença ou a ausência de cor ou brilho, nitidez, tamanho, distância, movimento etc. No caso da modalidade auditiva, as submodalidades poderiam ser volume, timbre, cadência, agudos e graves, ritmo, pausas e outras. Já no caso da modalidade cinestésica, temperatura, peso, odores, gosto, textura etc.

Dependendo de cada representação interna, cada uma destas características pode ser mais ou menos importante na composição de uma programação específica.

Com a PNL podemos curar traumas instantaneamente ou promover mudanças comportamentais como fazer alguém gostar de um determinado alimento que precisa comer por recomendação médica, ou deixar de protelar tarefas, por exemplo.

Fazemos isso verificando e alterando as submodalidades que sustentam as representações internas e também as sequências ou estratégias em que estas estão organizadas para disparar respostas inadequadas.

Por exemplo, suponhamos que aquela criança que tem medo de gatos tenha crescido e queira superar este padrão. A PNL poderá intervir de forma a mudar o timbre de sons emitidos pelo gato para o timbre de voz do Pernalonga, por exemplo, ou diminuir a imagem para o tamanho de uma joaninha, ou ainda virá-la de cabeça para baixo. A arte é fazer de tal maneira que a mente aceite e registre esta nova representação interna no lugar da outra. A resposta será um novo significado e uma fisiologia totalmente diferente.

2. Na fisiologia

Podemos fazer intervenções em programações via fisiologia usando, por exemplo, o recurso da ancoragem.

Âncora é um estado fisiológico ou emocional associado a um estímulo visual, auditivo ou cinestésico que funciona como um gatilho que quando acionado dispara o estado a ele associado como, por exemplo, um cheiro que nos remete a outra época, ou um tom de voz que nos dá medo ou nos agrada.

Usamos este recurso estrategicamente em PNL trocando um estado limitante de alguém, como por exemplo, uma paralisia diante de uma prova, por um estado fisiológico que possa servir como recurso para aquele contexto, como a relaxante sensação de estar na banheira de sua casa. Havendo a substituição do estado fisiológico (emoção, sensação, postura, respiração e outros processos orgânicos), imediatamente haverá uma ressignificação da situação e a mudança da representação interna associada. Assim, para esta pessoa, encontrar-se diante de uma prova poderá tornar-se uma experiência tão agradável como estar tomando um relaxante banho de banheira.

3. Na linguagem

Assim como a representação interna e a fisiologia, a linguagem, pode igualmente sofrer intervenções diretas em sua estrutura.

A intervenção ocorre diretamente no significado que o individuo dá a uma experiência.  Por exemplo, imaginemos que alguém passou a julgar-se incompetente porque seu chefe lhe repete com frequência que é preciso melhorar.

Seria possível ressignificar tal crença apenas dizendo: “Já pensou que seu chefe pode estar dizendo isso porque ele acredita no seu potencial?”; ou: “Que ótimo que existe alguém que estimula você a melhorar cada vez mais, não é mesmo?”.

Uma simples mudança de significado como esta pode transformar uma crença juntamente com a representação interna e a fisiologia associada.

Indo muito além deste exemplo didático, a PNL dispõe de um vasto repertório de técnicas e padrões linguísticos para identificar e desafiar a estrutura de crenças limitantes, das mais profundas e complexas às mais rotineiras, atualizando significados de forma que estes possam ser rapidamente assimilados, gerando novas possibilidades para o indivíduo.

São diversas as técnicas das quais a PNL dispõe para mudanças comportamentais e emocionais breves. Com muita flexibilidade e maneiras diferentes de atuar sobre o mesmo tema, se adequando a diferentes momentos, perfis e necessidades, estas técnicas são utilizadas para intervenções em um ou mais pontos do tripé da Trilogia da Mente. Desta maneira reestruturam-se programações e estabelecem-se novos padrões.

O essencial para intervenções em PNL

Existem algumas ferramentas estruturais em PNL que vão garantir o uso preciso das técnicas e intervenções. Afinal vocês devem estar se perguntando, mas por onde começar? É comum iniciantes em PNL se perguntarem qual técnica usar frente às mais de 50 possíveis para um aluno Master Practitioner em PNL.

É indicado iniciar qualquer intervenção pelo estabelecimento do rapport, nome que se dá em PNL para o processo de estabelecer empatia e conexão. É possível para um profissional de PNL estabelecer de forma muito rápida sintonia profunda com pessoas de diferentes estilos, o que facilita a compreensão mútua e a entrega da pessoa aos procedimentos que a levará às mudanças.

A partir do estabelecimento do rapport você poderá dar um passo para a segunda fase: definir objetivos. Mudanças profundas e breves na PNL se dão porque se sabe exatamente onde se está e aonde se quer chegar.

Com todas essas ferramentas, já de início, o praticante de PNL se surpreende com alguns grandes resultados em si e nos outros, e é com o tempo de prática que ele vai incorporando a compreensão da epistemologia da PNL e se tornando excelente em sua aplicação, podendo então improvisar, combinar técnicas, criar novas intervenções e ser ainda mais preciso e efetivo.

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