Família reunida

A influência da família no sucesso ou fracasso do indivíduo

Você já se sentiu excluído de algum grupo no meio pessoal ou profissional, como sua família, por exemplo?

Consegue perceber se já excluiu alguém do seu círculo afetivo ou de convivência?

Por natureza, os seres humanos são criaturas sociais com uma intensa necessidade de pertencer. Pertencer a um grupo de amigos, a um grupo familiar, a um grupo profissional.
Precisamos viver em meio a “manadas” para nos sentirmos seguros, acolhidos, e para desenvolvermos alicerces para a vida.

Hoje, em específico, vamos falar da necessidade que temos de pertencer às nossas famílias e o quanto a força dos vínculos interferem no nosso dia-a-dia.

Esses vínculos podem ser positivos, que geram sucesso, ou podem ser vínculos negativos, que geram limitações.

Estudos dizem que o relacionamento com os pais têm grande contribuição nesse sentido.

Essa escolha de carregar o que é positivo ou negativo vem a partir da aceitação e do não julgamento dos pais. Então quando aceito a vida e meus pais do jeito que são, consigo me vincular a eles pelo que é positivo e fluir. Quando não aceito e julgo, me vínculo da mesma forma, só que negativamente.

Quando o vínculo do pertencimento na família pode ser negativo?

As pessoas sentem necessidade de pertencerem a família, e essa necessidade é inconsciente. Sendo assim, muitas vezes as pessoas acabam se colocando em lugares e assumindo responsabilidades dentro do sistema familiar que não as cabem. Isso acontece pela força do amor.

Como exemplo, podemos citar filhos que enxergam seu pai ou sua mãe, ou ambos, como fracos e acabam assumindo a responsabilidade desses papéis. Isso impede esses filhos de seguirem seus próprios caminhos e assumirem suas próprias responsabilidades e, ao mesmo tempo, gera instabilidade e desequilíbrio no sistema familiar.

O filho que toma o lugar do pai, acaba assumindo a responsabilidade de suprir a família e, consequentemente, se vê no direito de tomar conta da vida dos irmãos, como faria se esses fossem seus filhos. Os irmãos, por sua vez, ficam insatisfeitos e o rejeitam.

O peso sentindo por este filho é enorme, pois além de se sentir preso neste lugar, é muitas vezes comum não conseguir se relacionar com outra mulher e constituir sua própria família. Então sua alma sente que não está evoluindo, que não está conseguindo tomar conta de sua própria vida. No fim das contas a família inteira fica infeliz.

Outro exemplo é quando a filha se coloca no lugar da mãe, rivalizando com a mesma e se colocando ao lado de seu pai. Quando isso acontece, tende a não conseguir fluir em seus relacionamentos, porque se sente vinculada ao pai. O lado masculino dela está ocupado por ele e isso gera muita tristeza, mesmo que este vínculo seja inconsciente.

Com a necessidade de pertencer, acabamos atraindo e nos vinculando a situações limitantes da família.


Um grande exemplo disso são os casos de vícios. Quando existem pais ou avós com esse histórico, o filho ou o neto acaba trazendo para si esse vício. Isso ocorre pelo desejo de se sentir pertencente. Ou seja, neste caso o elo entre esses membros da família é o vício.

Há também casos de comportamentos agressivos refletidos pelo filho, pois este nega o pai e inconscientemente traz para si o mesmo comportamento dele. Por mais que perceba que está repetindo estes mesmos comportamentos, o vínculo familiar é mais forte e se sobressai.  

 

 

Quando este vínculo pode ser positivo?

O vínculo pode ser positivo e gerar sucesso quando existe aceitação entre os membros da família. Por exemplo, quando o filho aceita os país do jeito que são. A partir dessa aceitação, ele se sente pertencente e pode fazer escolhas diferentes dos pais.

Então, ainda usando o exemplo dos vícios, mesmo que ele tenha um pai com este comportamento, ao existir a aceitação total de que o pai é daquele jeito, mas o valoriza por tê-lo dado a vida, o filho pode fazer escolhas, ou seja, conseguirá enxergar algo positivo neste pai e família, e trará para sua vida somente coisas boas.

Um filho que tem gratidão e aceitação pelo pai, recebe aquilo que foi possível o seu pai dar e se coloca para conseguir, através do que ganhou do pai e da mãe, algo que ele quer e que talvez seja maior do que o que os pais conseguiram.


Se formos pensar em um filho criado por pais em uma situação financeira inferior a que este filho tem atualmente, enxergará o que recebeu dos país com gratidão, e a partir disso se comprometerá a conquistar mais e se colocar com orgulho por ter recebido dos pais tudo o que estes puderam dar. Assim terá permissão sistêmica para evoluir muito mais do que aquilo que os pais viveram.

Isso faz com que na família haja um significado de vitória dos pais, não necessariamente financeira, mas sim por conta deste filho.

E você, consegue perceber em sua família alguns desses aspectos? Diga para nós nos comentários.



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