Mês da Mulher

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Você sabia que em pleno Século 21 ainda existem homens que acreditam que mulheres tem qualidades inferiores a eles? A condição sócio cultural deu aos homens um lugar de privilégios e poder, e estes se sentem muitas vezes gigantes diante das mulheres, e muitas mulheres, conscientes ou não, se submetem à eles.

Sim isto ainda existe, não só nos países Mulçumanos, mas aqui mesmo pertinho de nós, em cidades do nordeste brasileiro podemos perceber isso mais declaradamente, mas não se admire se isso ainda acontecer em sua família, com suas colegas do seu trabalho, ou até mesmo com você em alguns momentos. Sim, isso ainda é muito comum. Muitas mulheres ainda se submetem a essa categoria de ser inferior ao homem, se colocam numa posição de escravidão, muitas vezes por necessidade financeira, para sair da miséria ou fugir da fome. Ou simplesmente porque receberam de sua ancestralidade, contextualizada numa sociedade patriarcal, o padrão de servir ao homem e as suas vontades, e repetem está condição automaticamente. Me cabe ser advogada do diabo aqui, este padrão de família é passado aos homens e mulheres, portanto muitas vezes ambos estão reproduzindo aquilo que lhes foi ensinado como certo.

Parece absurdo que em pleno século 21 isso ainda ocorra.   Mas o nosso intuito aqui não é ser feminista, mas sim fazer uma pergunta que traga reflexão: E você mulher do século 21, se sente como? Quantas de nós estamos nos submetendo à algum tipo de escravidão? Você se tornou escrava do que? ou de quem? A quem você tem servido?

Escrava do tempo? dos medos? das inseguranças? da baixa autoestima? Escrava de ter que agradar a todos?

Vemos hoje a mulher do século 21 se mantendo escrava de um relacionamento ruim que não lhe traz felicidade por questões financeiras, ou porque se acham verdadeiramente inferiores às outras pessoas, ou se acham incapazes, acreditam que a vida abundante e feliz não é para elas, e aí se tornam escravas de suas próprias crenças, escravas de seus medos, escravas do emaranhando familiar e por fim, acreditam que para elas a felicidade não é possível. Afinal até pouco tempo atrás quando uma mulher se casava ela perdia sua capacidade civil, nosso Código Civil de 1916 é muito categórico com relação a isso, e expressa na lei a condição de inferioridade que é dada a mulher. Por exemplo, após o casamento cabia ao marido a autorização para que ela pudesse trabalhar, assinar contratos, frequentar uma faculdade (conquista obtida apenas em 1879, e ainda sim seguida de muito preconceito)! A lei do divórcio surgiu apenas em 1977, antes éramos propriedade do homem com quem nos casamos, felizes ou não, para sempre. O quanto esta tradição social dada à mulher reverbera em sua alma feminina ainda?

Já parou para pensar que as coisas que você tanto deseja realizar não estão sendo realizadas porque você mesmo criou um nó, vive ainda este padrão herdado de incapacidade, não se permite ser feliz, emaranhando uma prisão para você mesma? Sim criou uma escravidão, que só existe dentro do seu mundo mental.

Pois é, do que você se tornou escrava que não se permite acessar o ser incrível ilimitado e em potencial que você é?

Onde foi mesmo que você se prendeu que faz com que você desista tão fácil de seus sonhos, ou até mesmo não se permitindo sonhar?

O mundo também está cheio de mulheres que fizeram diferente, mulheres que, apesar de todas as adversidades da vida, acreditaram no sonho, mulheres que vislumbraram o futuro, inclusive mulheres citadas neste texto, mulçumanas, ou as nordestinas desse nosso Brasil, elas realizaram simplesmente porque acreditaram que era possível, acreditaram que havia um potencial e que elas poderiam mudar muita coisa e que não há nada que não seja permitido ou possível à uma mulher.

Permita-se! E se é possível para tantas mulheres, experimente! É possível para você também! Liberte-se!

Autora: Vera Lucia da Silva

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